26 de out de 2016

Floripa


No final de Julho tive a oportunidade de ir para Florianópolis para um congresso de empresários juniores, o JEWC. Esses eventos são bem legais, motivadores, inspiradores e são uma oportunidade para pisar em terras diferentes por um preço maneiro, já que nesses eventos costumamos pagar um combo de hotel+alimentação+evento a um preço muuito abaixo do normal. Nada mais justo também aproveitar a ida a uma cidade nova para ter experiências novas.

Acabei decidindo ficar mais dois dias, considerando que o valor das passagens para voltar pra casa no Domingo me ajudou nesta decisão. Também não estava em uma época boa da minha vida, principalmente a acadêmica e profissional, então a oportunidade de sair da rotina era pontos a favor. E lá fui eu, sem expectativas para essa viagem. 

Vou contar em vários posts sobre a viagem pra não ficar muito confuso, pra ter assunto e pra ficar mais fácil de aproveitar o conteúdo de cada um. Então vamos lá!

O tempo que eu fiquei no movimento empresa júnior foi de extrema importância para meu desenvolvimento pessoal e profissional, e quando essa experiência finalmente chegou ao fim, eu estava extremamente estressada. A conta do estresse não é negativa, mas é que tudo foi vivido com muita intensidade. O evento era como uma despedida, para tirar aquela sensação ruim do ápice do meu estresse, desespero... e pra começar, o dia que viajei foi o primeiro das novas regras para embarcar. Cheguei cedíssimo no aeroporto, conheci gente nova na sala de embarque e partiu Floripa. 

Como era um evento do movimento, estava, querendo ou não, na companhia das pessoas da empresa, então quase sempre eram, no mínimo, 15 pessoas andando juntas. Descolamos um serviço de transporte de van logo no aeroporto. Eles também nos transportaram quando saímos do hotel do evento e fomos para o hostel (que vou falar em outro post). Super recomendo o transporte, eles foram bem parceiros conosco. 

Ficamos hospedados no hotel Costa Norte, em Canavieiras. De acordo com vários sites da internet, ele é considerado um hotel 4 estrelas. Bom, eu concordo com essa classificação.

A estrutura do hotel é relativamente rústica, bem bonito. O atendimento foi impecável e o buffet no café da manhã era muito bom, apesar de não ter pão de queijo, hahahaha O restaurante do hotel é de frente para o mar, fiz questão de tomar todos os meus cafés da manhã olhando para aquele marzão maravilhoso. Eu não usei toda a estrutura do hotel como piscina, jacuzzi, sala de jogos, mas eu sei que existe tudo isso. Eu me hospedaria lá novamente, sem dúvida.



A parte ruim dessa vida ostentação foi estar frio e não ter muita opção na vizinhança de restaurante ou outros lazeres. Acabou que no primeiro dia entrei no primeiro restaurante que vi, um tal de Bar do Alemão e demorei exatos 2h30 para conseguir comer. Fui bem tonta e achei que pagar na hora que fiz o pedido era uma opção inteligente. Bem, não foi e não faça isso. Notei que apesar de toda a elegância e educação dos sulistas, não existe essa de dar um jeitinho ou fazer de tudo para fazer o máximo por você (mas a educação e gentileza supera, é sério!)


A minha cota de juventude se esgotou no ultimo dia de evento e qui fiquei no hotel. Eu sempre acabo virando a noite nas festinhas que tem, e quando estou em um lugar legal, como era o caso desse hotel, ver o sol nascer na praia é uma super opção. Saí da festa, sozinha por sinal, cheguei no hotel e fui direto pra praia. O hotel disponibiliza umas cadeiras de praia e lá fui eu, fui no quarto pegar mais um casaco e lenço, e fiquei sentadinha na areia vendo o sol nascer. Postei essa sequência de fotos no insta. Engraçado como essas oportunidades de reflexão são importantes. Em 2014, em uma situação parecida com essa, e a ideia mirabolante de ver o sol nascer na praia, eu estava rodeada de amigos. Eu estava super cansada, mas muito feliz. Eu tinha recebido um monte de informação, estava ansiosa, motivada. E eu não estava só. Em Floripa a percepção das coisas eram completamente diferentes. Nesse dia eu não sabia muito explicar. No outros dois dias que comentei acima que eu resolvi ficar a mais, tudo ficou mais claro...

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6 de jul de 2016

É um Xuxu: Uai Bezinha




Fui no aniversário de uma amiga em uma pizzaria na Asa Sul e vi a lanchonete. Achei bonitinha e disse pra mim "um dia venho aqui". Aqui em Brasília eu tenho essa mania de "um dia eu vou" (nem sempre acontece) e, por incrível que pareça, eu realmente fui. Fui na quadra comprar uns materiais para dar início a um projeto e, depois de enfrentar aulas bem cansativas mais cedo, resolvi que parar por uns instantes ali para pensar ia me ajudar.

Eu desenvolvi o sério problema de só conseguir pegar firme em algo se eu tenho todas as informações disponíveis ou se estou sob pressão. Além disso, já não é mais tão fácil me concentrar em casa (em casa tem a TV, computador com internet boa, geladeira...), então se eu me isolar em um lugar diferente, talvez eu consiga ser bem mais produtiva em 1 hora que seria em 3 horas em casa. Bons lugares para sentar, desfrutar de internet sem se sentir pressionado é raro, né? Às vezes eu me sinto coagida quando resolvo abrir a mochila e colocar o computador da mesa, hehe.

O Uai Bezinha é bem charmozinho. Entrei e pedi um cardápio, perguntei como funcionada e a resposta foi : "ainda não temos cardápio, mas temo esses salgados x, suco y...". Ouvia a moça atentamente, mas na minha cabeça eu estava refletindo o como um lugar com um visu tão fofo estava funcionando sem cardápio. Na teoria da Ester, o cardápio pode funcionar como a ponta do serviço de um local, então o primeiro ponto de contato com a 'marca Uai Bezinha' já tava em crise....

Toda minha teoria foi por água a baixo pois a moça que e atendeu foi bem atenciosa. Minha primeira escolha foi um pãozinho com recheio de linguiça e limonada suíça.

Fiz o pedido no balcão e esperei na mesa. O espaço de mesa é bem arejado, cadeiras e mesas com uma estética um tanto mais rústica, toalha colorida e uns "potinhos" com açúcar dentro. Quando a comida chegou, o suco estava em uma jarrinha de 500ml (se não me engano) e o guardanapo em uma bolsinha de croché, A COISA MAIS FOFA.


O salgado era bem pequenino e acabei pedindo uma pastelzinho assado de ricota e alho poró. Salgado de linguiça ok, mas o pastelzinho uma delícia. Fiquei imaginando um salgado que é uma mistura dos dois sabores e maior, porque os salgados são bem pequeninos. Não é um lanche pra quem está morrendo de fome, mas para uma pausa para um cafézinho.







Quando eu fui pedir o segundo salgado, percebi que tinha o pequeno buffet de biscoitinhos, pão-de-queijo, essas coisinhas que lembram roça. Pelo o que andei pesquisando, o lugar faz encomendas de bolos e salgados e, recentemente, começou a servir refeições. Estou ansiosa para provar.

Saí de lá sabendo que toda aquela formosura de café tem muito potencial, porque ele estava aberto a apenas 15 dias e já exalava personalidade. É um lugar ótimo para servidor como ~home office~ para os nômades digitais de plantão. Tinha uma tomadinha, mas a mesa que eu estava sentada era perto, então não ficou tão feio o carregador no chão. Quando fui pagar a conta, a moça perguntou se gostei e me convidou a retornar mais vezes. Sem dúvida irei!


Onde: Uai Bezinha
Custo: $$ (Acho que a minha conta deu 18 reais. Para um lanchinho simples, não é tão barato, mas pelo serviço oferecido, internet, aconchego, vale)
Endereço: SCLS 311 bloco B loja 37 - Brasília, DF
Destaque: Local aconchegante, com jeitinho de Minas Gerais.

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19 de mai de 2016

Eu provei: Abacatinho

Refrigerante me dá uma memória afetiva muito grande. Aqui em casa sempre se consumiu os mais populares, o que meu pai gosta. Mas quando íamos para Minas, meu avô sempre fazia questão de comprar váaaarios refris porque estávamos lá. E sempre eram refrigerantes que não estávamos acostumados a consumir aqui em Brasília.

Nos ultimas anos tenho prestado atenção nessas marcas de refris que não tem por aqui, mas tem lá em Minas, às vezes, em abundância. Na verdade, sou super chata pra comer, mas pra falar que não gosto, tenho que provar, e o refrigerante da vez foi o Abacatinho.


Abacatinho é um refrigerante misto de guaraná, erva mate e folha de abacate. O sabor dele é bem docinho, mas diferente devido as 'especiarias'. O que isso quer dizer? Que não sinto o gosto de abacate, nem de mate, mas também não é só guaraná (confuso explicar sabor, haha). Ele não é enjoativo e só presta se estiver bem geladinho. Uma curiosidade é que o refrigerante é bem mais escuro que os refrigerantes de guaraná costumam ser (mas pra quem bebe uma bebida preta como coca-cola, grande coisa a cor, haha)

Segundo esse site, o refrigerante é fabricado desde 1975, mas na embalagem fala "desde 1946". É fabricado em Ubá, uma cidade imensamente quente, socorro. Um pouco chateada de não ter lembrado de tirar foto das informações nutricionais, mas o site que eu citei acima também fala que é um dos refris mais saudáveis que existem na América Latina. 

Agora, como designer, não posso deixar de falar desse rótulo, hehe. O que é essa estampa infinita escrita abacatinho? Se você preocurar no google, vai achar outra embalagem também, tão confusa quanto essa. Engraçado que não faz nenhuma menção visual (ilustrações) aos ingredientes, o que é tendência nas embalagens mais modernas e hipsters que eu já vi (mas elas são bem mais minimalistas também, né, haha). O fato é que se você não prestar atenção, vai duvidar sim se isso realmente é um refrigerante. 

É meio difícil achar informação certa do Abacatinho, o facebook deles é bizarro, olha lá! haha
Toda vez que vejo uma embalagem bonita, mostro lá no meu snap e/ou posto no inta. Me siga! @Estersabino

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